Sabe aquele sonho de fazer uma super festa de casamento? Então, eu nunca o tive! Rs
Mas queria, sim, casar! Queria casar de um jeito que fosse verdadeiro. Não queria nada que parecesse um grande teatro ensaiado apenas para parecer uma festa bonita.
Queria algo simples, com significado e com as pessoas que Marco e eu mais amamos.
E foi assim que casamos no dia 08.08.2026, em um sábado megaquente de um verão italiano.
A ideia inicial era casarmos no primeiro final de semana de setembro, com um estilo brunch. Mas tivemos que mudar para agosto porque o local, que era de um amigo do Marco, entraria em reforma na metade do mês. E aqui, quando uma reforma começa, ninguém sabe quando vai terminar. 😂
E, para sobrevivermos ao calor, tivemos que trocar o brunch pelo jantar.
Mas, para fugir de tradições que não faziam sentido para a gente, fizemos algumas escolhas diferentes.
Uma praça na Toscana que já fazia parte da nossa história

O local que escolhemos para a cerimônia foi uma praça pública em Segromigno in Monte, na cidade de Capannori, onde o Marco cresceu.
Essa praça se chama Corrado Ridolfi.
E sabe quem era ele?
O avô do Marco!
A praça leva esse nome em homenagem a Corrado Ridolfi, que foi um inventor conhecido na cidade.
Naquele tempo e naquela região, eram muito usados os tamancos de madeira feitos à mão. O avô Corrado inventou uma máquina de disparar pregos, e isso revolucionou a produção dos tamancos. Então, o Comune de Capannori dedicou o nome da praça a ele.
A praça tem vários arcos de plantas e também é conhecida como Parco Pandora. Eu acho belíssima.
Foi ali que o nosso casamento foi celebrado.
Quem celebrou a nossa cerimônia não foi o Oficial do Comune, mas sim um grande amigo nosso, melhor amigo do Marco.
E ele teve uma sensibilidade imensa.
Buscou histórias desde a nossa infância, conversando com amigos e familiares, e transformou tudo isso em um discurso emocionante.
Tivemos também os discursos das nossas testemunhas, uma do meu lado e outra do lado do Marco. Amigos de uma vida, que estão sempre presentes nos nossos dias.
Não tivemos madrinhas e padrinhos.
Nossas daminhas e o time mais especial do mundo
Eu quis a entrada de três amigas como daminhas. Elas foram e são meus três anjos, nesse dia e em todos os outros.
Fugindo das tradições, eu tinha deixado as três livres para se vestirem como quisessem. Mas, no fim, juntas, decidimos que seria melhor para elas se vestirem iguais.
E eu escolhi o marrom como cor.

Assim, tive as minhas meninas superpoderosas ao meu lado. Uma morena, uma ruiva e uma loira! Haha
Também tivemos nosso sobrinho entrando para espalhar pétalas de flores, com todo o seu charme e personalidade únicos.
E, para completar nosso time, tivemos a nossa daminha entrando com as alianças.
Filha da minha irmã de consideração, ela tinha sido daminha quando era neném e não se lembrava. Então, sonhava em receber um novo convite.
Desde que decidimos nos casar, já sabíamos que seria ela. Mas só pudemos contar uns 20 dias antes, quando eles compraram as passagens.
Imaginem que ela estava super chateada porque eu não a tinha chamado, e eu mega preocupada em traumatizar a criança que já estava me odiando. Haha
Ela estava tão feliz, tão linda, tão atenta e presente! Nossa princesinha.
Todos eles entraram com a música Wave, do Tom Jobim.
A entrada do Marco, a minha entrada e a nossa Maju
Ao som de Married Life, do desenho Up, o Marco entrou com a mãe dele, a Orni.

Ela também foi a nossa wedding planner e nos ajudou com toda a organização, sem ela esse casamento não teria acontecido. Rs
E eu?
Como meus pais não puderam estar presentes fisicamente, eu não queria substituir a figura do meu pai.
Então tomei uma decisão: quem entrou comigo foi a nossa filha. Nossa pituca peludinha de 4 patas, a Maju. ❤️

Com um vestidinho de noiva combinando com o meu, entramos ao encontro do Marco ao som de Sweet Child O’ Mine, do Guns N’ Roses.
Sim. A Maju entrou comigo no meu casamento. 😂
E foi exatamente como eu queria que fosse.
Quando a família está longe, mas está presente
O fato de a minha família não poder estar presente era algo bem difícil emocionalmente para mim.
E então, dois dias antes do casamento, eles me surpreenderam com um vídeo pensado e dirigido pela minha cunhada.
Nele, todos me deixaram uma mensagem.
Meu pai, minha mãe, meu irmão e minha cunhada, os pais da minha irmã de consideração e minha outra irmã de consideração com o marido.
Imaginem o quanto eu chorei?
Esse vídeo me deixou mais forte e mais tranquila para viver o grande dia, sabendo e sentindo que, mesmo de longe, eles estavam comigo.
Além disso, quis colocar um terço de crochê com pérolas que minha Tia fez e me deu, no meu bouquet, para mim funcionou como uma espécie de amuleto, representando toda minha família que não pôde estar ali naquele dia.
O vestido de noiva que eu inventei
Sobre o meu vestido, desde que Marco e eu começamos a falar sobre casamento, eu já sabia que não queria me casar de branco.
Sempre me senti diferente da maioria. Por muito tempo até sofri muito por isso, mas hoje entendo que essa sou eu.
Eu me aceito e, de vez em quando, até admiro minha própria coragem. Rs
Escolhi um vestido que trouxesse, sim, o branco, que significa pureza, mas também queria outra cor, então trouxe o creme e o terracota. Juntas, são cores que amo porque me alegram.
E era assim que eu queria me lembrar desse dia, um dia único e alegre.
Eu tinha encontrado uma foto no Pinterest da parte de trás do vestido e pensei, é por aí!
Vou colocar aqui:



Com uma IA, pedi para fazer a parte da frente do vestido. Depois mandei uma outra inspiração de um vestido de duas peças.
A IA fez algumas opções e eu escolhi a foto da direita.

Depois disso só faltava uma questão importante: onde eu iria achar um vestido de noiva tão diferente assim, né!? Rs
A Orni conhecia uma costureira de confiança e ela topou fazer meu vestido.
Fui à casa dela umas três vezes e ela o reproduziu perfeitamente.
Até isso foi especial.
Com a Orni, eu ia até a casa dela, conheci toda a família, ela nos deu dois vidros de passata de pomodoro feitos na Calábria pela família dela, e o filho dela ajudou a colocar a saia para que ela pudesse ajustar o vestido… rs
Foi tudo feito com muito carinho.
Um casamento feito pela família
Toda a família do Marco teve uma participação especial para que a nossa festa acontecesse.
Meu sogro me levou à cerimônia com a 500 vintage da família.

Que, por sorte, estava exatamente na paleta de cores do casamento!
Eu amo esse carrinho. Acho a coisa mais fofa do mundo. 🥹

Minha cunhada mais nova me maquiou e fez o meu cabelo.
Ela é bailarina de dança standard e sabe fazer isso perfeitamente bem. Me fez sentir linda e especial, e o cabelo e a maquiagem duraram a festa inteira, mesmo eu chorando muito durante a cerimônia. Rs
Minha cunhada mais velha, que também é uma artista, nos deu a honra de ter um espetáculo de fogo durante a festa.
Em um certo momento, aconteceu um certo “blackout”: todas as luzes se apagaram e ela começou o espetáculo.
Foi incrível!
A decoração do casamento também foi feita por nós
Boa parte da decoração, eu mesma fiz.
Fiz vasinhos para as flores com vidros de passata de pomodoro que seriam descartados.
Fiz lanternas para as velinhas com vidros de Nutella, marmelada e outros potes que também seriam descartados. Alguns amigos juntaram esses potes, e aconteceu meio que um contrabando de potes de vidro para o casamento. Rs
Meus sogros fizeram as caixinhas com os confetes dentro.
A papelaria também fui eu quem diagramei, com a ajuda de uma das minhas daminhas, que deu palpites e me ajudou a imprimir.

Fizemos toda a papelaria, cortei, colei. Foi literalmente colocar a mão na massa.

E eu queria que a nossa lembrancinha tivesse esse mesmo significado. Queríamos algo que fizesse nossos convidados sentirem o carinho que temos por cada um deles.
Então, decidi fazer porta-polaroids de cerâmica fria, e imprimimos fotos com cada convidado, de momentos que tivemos juntos.
Era uma pequena memória nossa para eles levarem para casa.
Além disso, uma das minhas daminhas tem uma agência de brindes, e nos deu de presente pulseiras de LED que brilham conforme o ritmo da música. Muito demais!
Nas pulseiras, imprimimos um QR Code que levava à um aplicativo onde todos puderam carregar suas fotos e assim criamos um álbum online, com fotos e vídeos de vários ângulos e momentos da festa.
Eu fico horas e horas revivendo aquele dia! Rs
Girassóis, gérberas e uma explosão de cores
Quanto às flores, a florista também era amiga da Orni.
E também fugindo do óbvio, escolhi como flor principal o girassol. Para mim, o girassol é uma flor que sorri!
E quando eu vi gérberas laranjas, também quis.
No fim, as flores foram uma explosão de cores, que alegraram ainda mais o nosso dia.
E acho que isso resume muito bem o que eu queria para o nosso casamento.
Uma festa para celebrar nosso amor com as pessoas que amamos, que refletisse quem a gente é.

Um casamento na Toscana com várias partes do mundo
Foi tudo muito mais lindo e especial do que a gente jamais poderia imaginar.
Vieram pessoas de vários lugares do mundo.
Entre as nacionalidades, tivemos Itália, Brasil, França, Espanha, Argentina, Alemanha, Inglaterra, País de Gales, Ucrânia, Nigéria…
A gente se sentiu muito amado.
E talvez essa tenha sido a parte mais bonita de tudo, olhar ao nosso redor e perceber quantas pessoas que amamos estavam ali.
Dez dias depois do nosso casamento
Hoje, dez dias depois do grande dia, ainda me sinto anestesiada.
Sei que é clichê, mas a emoção de ter tantas pessoas que a gente ama em um mesmo lugar, juntando todas as fases e versões de quem a gente é em um único dia, é algo que continua reverberando por muitos e muitos dias.
E a gente tem vontade que não termine nunca.
Foi um dia pensado e construído aos poucos, por nós e pelas pessoas que amamos.
E, no fim, acho que conseguimos exatamente aquilo que queríamos desde o começo: um casamento simples, verdadeiro e cheio de significado.

Casar é realmente muito legal!
Agora a gente começa a pensar na festa de comemoração de 10 anos de casados. Hahaha
Porque, aparentemente, eu que nunca sonhei com uma super festa de casamento já estou planejando a próxima. 😂


